Olá, hoje vim aqui falar sobre um assunto muito delicado: humildade. De tão delicado que é, é perigoso você ser taxado de não humilde por falar sobre.
Essa ideia (nova regra do português, sabe?) de escrever esse texto surgiu hoje, na minha sala de aula da faculdade. Teve entrega de provas. Eu fui o 4o. aluno a ser chamado. Tive a real surpresa: 10. Dez em uma prova superdifícil.
Bem, a questão não é bem essa, mas eu tive que falar para comecár a história de fato.
Vários colegas de sala e eu, após recebermos a prova de Processo Penal, descemos na sala irmã à nossa, a qual a professora de Processo Civil entregava as provas da respectiva matéria àquela sala, chamada de N-72.
Enquanto esperávamos no corredor eu perguntei a um colega: iae, como foi lá (referindo-me à prova)? E então ele respondeu: tirei dez. E eu disse: legal! Mas iae, errou alguma (o professor deu nota de trabalho, caso a pessoa errasse alguma questão)? E com toda sua prepotência conhecida por mim ele disse: não.

Sabe, esse não foi daqueles simples nãos que a gente dá por aí. Era um não prepotente mesmo. E então eu acabei por começar uma antipatia em relação à esse colega. Vejam que não foi necessário muito para que eu sentisse isso. Bastou um não e um jeito de falar o não.
O que eu quero dizer nisso tudo é que nós devemos ser humildes. Assim como Jesus Cristo nos ensinou (e não desmerecendo pessoas como Gandhi também). Sei lá, é meio triste. Aquela pessoa se acha o cara. Acha que sabe tudo. E, quando realmente sabe, o faz com prepotência. Isso é realmente triste e eu espero que um dia ele aprenda a ser mais humilde, pois seria tão melhor se seu reconhecimento fosse pela sua humildade e não por ele querer se achar além dos demais.
Fica a dica.