NUNCA fale palavras pesadas aos seus filhos. Mesmo eu não tendo um, eu sou o filho, no caso.
Palavrões, no dito popular não são palavras grandes, mas sim agressivas, aqueles que ferem a honra e a moral da pessoa, aquelas que machucam.
Sabem, nunca há a necessidade de se xingar alguém, mas somos humanos e erramos. (daí é só ler o post abaixo)
Mas não é esse o assunto. É o seguinte: nunca xinguem seus filhos, pois eles são as coisas mais preciosas que Deus fez por você, com certeza. Sempre tentem manter as conversas e os assuntos na maior naturalidade possível, inclusive sobre o que seu filho acha de você. Você pode aprender muito com ele, acredite.
Eu, como filho, tento ensinar minha mãe. Mas ela sempre interpreta MUITO mal e isso acaba gerando discuções grandiosas, dígnas para quem quer escutar bons palavrões. Ela acha que me ensina assim, brigando, xingando. Mas acho também que, no meu caso, são as águas passadas as que mais interferem na relação mãe-filho. Eu digo as águas passadas tanto da mãe (principalmente), quanto do filho (que na verdade, essas águas dos filhos são frutos das dos pais… são lembranças ruins que os filhos têm da infância). Por exemplo, vou dar o meu próprio: quando eramos crianças, eu e meu irmão costumavamos ir para Bela Vista (uma cidade do interior do Mato Grosso do Sul) todo feriado ver nosso pai, já que sempre moramos em Campo Grande. Meu pai era casado com uma mulher. E nós chamavos essa mulher de mãe. E também chamavos minha mãe de mãe (normal). A minha mãe tinha tanto ódio dessa mulher que, quando chegávamos de Bela Vista de volta das viagens ela ficava nos xingando a noite toda, até hora da gente ir dormir. O único problema é que ela não entendia que a gente era criança e não entendiamos qual era o ‘mal’ de chamar a esposa do meu pai de mãe, já que ela cuidou um pouco da gente quando moramos com meu pai. Sabe, isso é uma coisa que está cravada em mim, eu acho. Mas, mesmo estando “cravado”, isso não me fez ser uma pessoa ruim com a minha mãe, nem boa também. Mas o que quero que vocês entendam é o seguinte: a partir do momento que minha começou a me xingar e, a partir do momento que eu comecei a crescer e a entender as coisas melhores, eu percebi também que os xingamentos que minha mãe usava eram péssimos. E o pior: ela nunca parou de usar palavras como essas, de baixíssimo calão – e nem compensa eu digita-las aqui de tão feias que são.
A gente sempre tem que tomar cuidado com o que fala, mesmo quando queremos falar a verdade. A verdade, pra muita gente dói. Pra mim a verdade tem que ser dita, doa à quem doer. Uma relação entre pais e filhos deve ser super explícita, dever ter carinho e, acima de tudo, muito amor.
E mais um exemplo: eu poderia ter aprendido uma lista gigantesca de palavrões, mas sabem, a única coisa boa que tirei disso, por experiência própria é que eu NUNCA vou xingar meus filhos.
Eu pareço até o Ed de Eu sou o mensageiro, minha mãe me xinga mas eu ainda… eu ainda continuo amando ela e tentando respeitar ela, por incrível que pareça.
Deus abençoe.
Publicado por marcela crisley barbosa dias em Maio 19, 2008 às 11:05 pm
Oi Hugo,aqui quem fala é uma mãe que ama demais seu filho,que o ama acima de tudo,porem,mesmo com todo esse amor que sinto,acabo por xingar nomes de baixo escalao como voce mesmo disse.Agora meu amado filho xinga tanto quanto eu,so nao faz mais porque fizemos um trato eu nao xingo e ele tambem nao.O que mais me impreciona é ofato dele ter 2anos e 5meses e o meu marido xingar nomes pesados e ele nao repetir.O meu grande defeito é que vivo no lugar onde não me sinto bem ,não tenho coragem para mudar e para nao descontar n meu filho,grito,xingo,como se isto fosse uma valvula de escape para não o atingilo.Se puder me ajudar a me controlar manda um rercado.